Uma advogada aposentada de 71 anos viveu momentos de terror na madrugada desta segunda-feira, no bairro Jordanésia, em Cajamar. A vítima, que mora sozinha, foi surpreendida por um criminoso que invadiu sua residência e chegou a contê-la fisicamente enquanto ela dormia. Apesar da mobilização policial e da prisão de um suspeito, o homem foi liberado na delegacia por falta de reconhecimento formal.
De acordo com o registro policial, a vítima acordou com o indivíduo já dentro de seu quarto, posicionado sobre ela na cama e segurando seus braços. Após lutar contra o invasor e gritar por socorro, a idosa conseguiu se desvencilhar, permitindo que o homem fugisse.
Acionados via COPOM, policiais militares do Pelotão Bravo iniciaram um cerco tático na região. Durante o patrulhamento, a equipe avistou um homem correndo nas proximidades. Ao ser abordado, ele tentou enganar os policiais, alegando que ele próprio era vítima de uma tentativa de assalto. No entanto, as roupas que vestia, uma camisa do Flamengo e shorts jeans, coincidiam exatamente com as descrições fornecidas por testemunhas.
Investigações no local revelaram que a ação do criminoso foi registrada por câmeras de segurança de vizinhos. As imagens mostraram que, antes de invadir a casa da aposentada, o suspeito tentou entrar em outra residência na mesma rua, mas fugiu após ser notado pelos moradores. Pouco tempo depois, ele retornou e escolheu a casa da idosa como alvo.
“A vítima conseguiu se esconder e informou que o indivíduo havia deixado cair um chinelo durante a luta corporal no quarto”, relatou a equipe policial.
Reviravolta na Delegacia
O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido à delegacia de plantão. Entretanto, o desfecho do caso tomou um rumo inesperado:
- Dificuldade no Reconhecimento: A vítima informou que, como as luzes da casa estavam apagadas no momento do crime, não conseguiu visualizar o rosto do agressor com clareza.
- Decisão Judicial: Diante da impossibilidade de um reconhecimento formal por parte da vítima, e apesar das evidências circunstanciais (como as vestimentas e as imagens de vídeo), o delegado de plantão optou pela liberação do indivíduo.
O caso segue sob investigação para confirmar a identidade do autor através das provas técnicas colhidas no local.




