As chuvas constantes, normais e necessárias para esta época do ano, estão atrasadas em boa parte do Estado de São Paulo. Elas deveriam cair de forma mais constante entre o final de outubro e novembro, porém, isso não aconteceu e a primavera deve terminar com chuva abaixo da média, trazendo preocupações, especialmente para o Sistema Cantareira, que opera somente com 20% da capacidade (acesse).
Mudança no padrão dos ventos e começo da chuva constante
A boa notícia é que o padrão dos ventos está mudando, o que deve contribuir para a formação da ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) os famosos “Rios aéreos”, que trazem a umidade da Amazônia em direção ao Estado, contribuindo para chuva volumosa e constante, por vários dias.
Esse fenômeno é essencial para a recuperação dos reservatórios, mas também é o responsável por causar alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra.
A “VIRADA DE CHAVE”
A “Virada de Chave”, com as mudanças nos padrões atmosféricos, deve começar no início da segunda semana de dezembro. O domingo, dia 7, já poderá registrar pancadas de chuva em forma de temporais.
A partir de segunda-feira, dia 8, a chuva deve cair de forma generalizada. Essa condição deve seguir durante toda a semana, sendo reforçada na terça-feira (9), com a passagem de um ciclone extratropical.
RISCO DE ALAGAMENTOS
Os modelos meteorológicos indicam risco alto para alagamentos e transbordamentos de rios entre os dias 8 ao dia 14. Neste período a estimativa é que a quantidade de chuva chegue aos 100 milímetros nas regiões de Campinas, Grande São Paulo e Vale do Paraíba.
Além da chuva, o modelo ECMWF (foto), indica fortes rajadas de vento, especialmente na Grande São Paulo, entre a terça e quarta-feira, dias 9 e 10 de dezembro.




