Cajamar fechou 2025 com um mercado de trabalho aquecido: a cidade contratou 50.372 pessoas ao longo do ano, um volume que ajudou a movimentar 97.766 vínculos formais somando admissões e desligamentos. O salário médio de admissão ficou em R$ 2.340, e o saldo líquido — resultado entre contratações e desligamentos — somou 2.978 novos postos de trabalho. Os números fazem parte do Mapa do Emprego de Cajamar, plataforma da Coalize que cruza dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego, com a população do Censo do IBGE.
Duas réguas, um retrato mais completo
Para entender o desempenho do mercado de trabalho de uma cidade, a Coalize usa duas réguas complementares. A primeira é o número absoluto de vagas líquidas geradas no ano, que favorece naturalmente cidades maiores, com mais empresas e população economicamente ativa. A segunda é o saldo por 100 mil habitantes, que neutraliza o tamanho da população e permite comparar municípios de portes diferentes em pé de igualdade. Uma cidade pode ocupar posições distintas em cada régua, e é justamente esse contraste que revela onde o dinamismo do mercado de trabalho está concentrado.
Em Cajamar, esse contraste favoreceu a régua per capita. Com 98.365 habitantes segundo o Censo do IBGE, a cidade converteu seu saldo de 2.978 postos em 3.027 vagas líquidas a cada 100 mil habitantes — um indicador que coloca o município à frente da média regional e evidencia a intensidade da geração de empregos em relação ao tamanho da população local.
Como Cajamar se posicionou na microrregião de Osasco
A microrregião de Osasco reúne oito cidades com dados disponíveis no CAGED e somou, no conjunto, um saldo líquido de 39.669 postos de trabalho em 2025, com média regional de 1.856 vagas por 100 mil habitantes. Nesse cenário, Cajamar ocupou o 3º lugar em saldo absoluto entre os oito municípios — um resultado que reflete o porte relativo da cidade diante de vizinhas maiores, como a própria Osasco, que liderou a região com saldo de 25.426 postos.

É na régua por habitante que a posição de Cajamar ganha mais destaque: o município ficou em 2º lugar entre as oito cidades da microrregião, atrás apenas de Osasco, que também liderou esse indicador com 3.348 vagas por 100 mil habitantes. A proximidade entre os dois resultados — 3.348 contra 3.027 — mostra que Cajamar acompanhou de perto o desempenho da cidade-polo da região, superando com folga a média regional de 1.856 vagas por 100 mil habitantes.

O que os números de admissões e desligamentos revelam
A movimentação total de 97.766 vínculos ao longo do ano — soma de admissões e desligamentos — indica um mercado de trabalho ativo, com rotatividade típica de municípios que concentram polos logísticos e industriais, setores que costumam operar com contratações por temporada e, em alguns casos, com o uso do contrato de trabalho intermitente para atender picos de demanda. Das 50.372 admissões registradas, 47.394 desligamentos foram contabilizados no mesmo período, resultando no saldo líquido positivo de 2.978 postos. Essa diferença entre entradas e saídas é natural em setores com alta rotatividade, e o saldo positivo confirma que, mesmo com o ritmo intenso de desligamentos, a cidade seguiu em trajetória de expansão do emprego formal.
O salário médio de admissão de R$ 2.340 também ajuda a contextualizar o perfil das contratações. Para as empresas que buscam formalizar vínculos e manter a regularidade trabalhista, documentos como a certidão negativa de débitos trabalhistas seguem sendo exigência comum em processos de contratação e em licitações públicas, especialmente em municípios com forte presença de operações logísticas, que costumam funcionar em regime estendido, muitas vezes além do horário comercial tradicional.
O que esperar do mercado de trabalho em Cajamar
O desempenho de Cajamar em 2025 reforça a posição da cidade como um dos polos de emprego mais relevantes da microrregião de Osasco, especialmente quando o indicador leva em conta o tamanho da população. Ocupar o 2º lugar em saldo por habitante, muito próximo do líder regional, sinaliza que o mercado de trabalho local manteve ritmo de geração de vagas acima da média da região, mesmo em um ano de intensa movimentação entre admissões e desligamentos. Para trabalhadores e empresas que acompanham a dinâmica do emprego formal no município, os dados indicam um mercado ativo e com espaço para continuar gerando oportunidades nos próximos ciclos.





