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Família de João Paulo pode receber 600 milhões após acidente na Rod. Bandeirantes

O acidente ocorreu na divisa entre os municípios de Caieiras e Cajamar, a 1 km do Distrito de Jordanésia.

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Um acidente fatal que ocorreu em setembro de 1997 no km 38 da Rodovia dos Bandeirantes, entre Cajamar e Caieiras, vitimou o sertanejo João Paulo, da Dupla João Paulo e Daniel. Desde então a viúva do cantor moveu um processo contra a fabricante do veículo, a BMW, que agora pode ter que pagar uma das maiores indenizações do setor automotivo já registrada.
O artista estava a bordo de um modelo 328 i 1997. Segundo o advogado de defesa Edilberto Acácio da Silva, o carro tinha pouco mais de 1.000 km rodados no momento da tragédia.
A BMW foi condenada em primeira instância em outubro de 2013. E em segunda instância (novembro de 2014) a indenizar em R$ 300.000 os familiares do sertanejo, mais o pagamento de uma pensão mensal correspondente a 2/3 dos rendimentos mensais da vítima à época do acidente.
Até o momento, a empresa não realizou o pagamento de nenhuma quantia, pois o processo está em andamento e foi levado ao Superior Tribunal de Justiça.
Se for condenada, a quantia mínima de R$ 250 milhões deveria equivaler ao que João Paulo iria receber ao longo de sua carreira.
“Até agora a Justiça entendeu que ambas as partes têm culpa no acidente, condenando a BMW a pagar R$ 250 milhões. Porém, se a marca for considerada a única culpada, o valor deve subir para R$ 600 milhões”, afirma o advogado Acácio.
O cálculo soma danos materiais e morais e só será confirmado no fim do processo. O valor estima quanto João Paulo poderia ter recebido desde 1997 se ainda estivesse vivo, e em quanto sua filha e a viúva deveriam receber por mês desde o acidente.
“O BMW Group esclarece que a decisão referente ao caso do acidente envolvendo o cantor brasileiro José Henrique dos Reis (João Paulo – nome artístico) não é final e o processo judicial ainda está em andamento e, como princípio, o BMW Group não compartilha detalhes sobre processos judiciais em curso.”
Com informações: Revista Quatro Rodas

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